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Publicado em: 22/08/2022

Webinar contou com a participação da especialista Veronica Polzer

Mediado por Martha Simas, o evento online “Aterro Zero e Sustentabilidade” realizado pelos comitês de Property e Desafios de Workplace da ABRAFAC contou com a participação de Veronica Polzer e apresentou definições sobre aterro, as diferenças sobre as nomenclaturas, tratamentos e certificações.

“O aterro zero é uma meta agressiva, já que tudo o que é zero significa muito trabalho”, iniciou a palestrante. O fato é que a iniciativa promove a economia circular, buscando soluções sustentáveis para cada tipo de resíduo. Para tanto, o segredo para o sucesso do processo é a separação dos materiais na origem.

Por isso é de suma importância trabalhar em dois eixos: infraestrutura e educação ambiental em condomínios e edifícios. “Infelizmente no Brasil enviamos quase tudo para aterros sanitários”, alertou Veronica.

De acordo com dados apresentados, 89% dos resíduos gerados no país são descartados em aterros e lixões e apenas 11% do volume é reciclado. Ou seja, 79% poderia ser valorizado. “O Brasil ainda tem destinação incorreta”, salientou a especialista.

Veronica também esclareceu que o correto é a gestão dos resíduos. “Por isso precisamos entendê-lo como um recurso”, enfatizou, para acrescentar: “Se cuidarmos corretamente do material ele vira um recurso e deixa de ser lixo”.

Já o rejeito é tudo aquilo em que não há tecnologia – ou seja, o material que deveria ir para o aterro sanitário. “Só o que não tem o que fazer mesmo é que deve seguir para esses locais”, explicou a convidada.

Nesse cenário, a palestrante aponta muitas oportunidades para reduzir com orientação e engajamento o volume de rejeitos. “Esse é um problema muito grave”. Inclusive, ela chamou a atenção para a presença de lixões em várias partes do mundo. “A realidade é muito degradante”, conclui.

Ponto crítico

Para que o aterro zero cumpra seu papel corretamente – principalmente em cidades como São Paulo – é importante checar os fornecedores e conferir se estão captando somente o que não pode ser reciclado pelos condomínios e edifícios.

Além disso, os profissionais de FM devem atentar para o fato de que o aterro sanitário deve ser preparado para tal e contar com infraestrutura adequada para evitar a contaminação do lençol freático. Informações sobre a composição, monitoramento, estação de coleta de biogás também foram passadas por Veronica aos participantes.

Curiosidades como o tempo de decomposição de itens como fraldas descartáveis, chicletes, pneus e bitucas de cigarro também foi outro ponto enfatizado pela palestrante. “Se não houve nenhuma condição específica para a decomposição, uma fralda pode levar até 450 anos para ser decomposta”, exemplificou.

“Por isso, a reciclagem é necessária, mas o ideal seria não gerar o resíduo”, pontuou Veronica, para seguir: “não conseguimos reciclar tudo o que é produzido e quem sofrer mesmo é o meio ambiente”. A afirmação advém do fato de ser cada vez maior a contaminação da vida marinha e oceanos em geral.

Passos para o aterro zero

Três grandes pilares norteiam o Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGRS): reduzir a produção de rejeitos; reduzir a produção de recicláveis e reduzir a produção e desperdício de orgânicos. Para tanto, é importante que condomínios e edifícios trabalhem na iniciativa para fazer diagnóstico, criar planos de ação, consolidar a implantação e, por fim, realizar o monitoramento do processo.

Além disso, os ocupantes dos espaços devem ser orientados sobre a importância da separação de materiais e descarte correto nos coletores. “Quanto mais organizado há mais chances de valorizar o material e fazê-lo chegar limpo na reciclagem”, esclareceu Veronica, que arrematou: “esse é um trabalho de formiguinha”.

Com isso, trabalhar na segregação estabelecendo ecopontos nas áreas privativas dos condomínios, substituir os itens descartáveis por permanentes e, por último, desenvolver campanhas de educação ambiental são iniciativas primordiais.

Durante o evento a palestrante trouxe ainda temas como compostagem, opções para tratamento de orgânicos, logística reversa, valorização energética e certificações. “Nossa meta é tornar os edifícios aterro zero referência em sustentabilidade”, arrematou. Ao final, os participantes interagiram enviando perguntas e esclarecendo dúvidas.

O evento contou com apoio dos patrocinadores Neowrk (Diamante); AKMX, Sodexo e Verzani & Sandrini (Ouro); Athiê Wohnrath; Atlas Schindler; Grupo Brasanitas; Infraspeak e Orion (Prata).

Confira a íntegra em: https://www.youtube.com/watch?v=ODqt5HaBYkU

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