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Publicado em: 17/10/2022

PARTE I

O Facilities Management (FM) é um conjunto de serviços e valores que trata e torna fácil algumas ações. Para que o serviço de Facility cumpra os seus objetivos de qualidade, otimização de tempo e de espaço, assim como redução de custo, é necessário que ela seja bem gerida. A evolução do Facilities Management aumenta exponencialmente, permitindo que o acesso a determinados equipamentos, tecnologias e informações sejam ampliados, vindo ao encontro também de evoluções da área de FM no decorrer dos anos, conforme alguns autores mencionaram.

Facilities Management, uma nova nomenclatura utilizada para a gestão da prestação de diversos serviços gerais referentes a instalações e atividades auxiliares que hoje também já fazem parte do escopo da área, como inovação no desenvolvimento de atividades, buscando melhorias, sinergia, tecnologia e redução de custo, visando suporte, comodidade e conforto das áreas de negócios das empresas, como, por exemplo: operações de imóveis comerciais, industriais, residenciais, estádios, hospitais, escolas, centros de eventos e congressos, ruas, cidades, países, entre outros. Nessa gestão, o maior objetivo é otimizar custos e propiciar maior qualidade dentro das diretrizes de padrão de prestação de serviços estabelecido pelas empresas, sempre tendo em vista o objetivo estratégico destas.

O termo Facilities management foi ouvido pela primeira vez na década de 1960 nos Estados Unidos da América, na área de informática do segmento bancário.

O Brasil criou o GAS (Grupo de Administradores de Serviços) em 1983, o GRUPAS (Grupo de Profissionais Administradores de Serviços) em 1986, e professores ligados ao tema da Escola Politécnica da USP, no ano de 2004, se juntaram com agentes do mercado para fundar a ABRAFAC (Associação Brasileira de Facilities), com a intenção de difundir o assunto.

Para Gomes (2014), um dos maiores desafios para os profissionais de FM é garantir que a forma com que o serviço é entregue aos clientes faça com que estes possam desfrutar sua jornada com a melhor experiência possível, priorizando a experiência do cliente (interno ou externo).

De encontro a objetivos estratégicos e com a estruturação e evolução de FM, novas oportunidades de ensino e aprendizagem têm sido trazidas ao mercado através de instituições educacionais. Consequentemente, os profissionais responsáveis por todo esse conhecimento e gestão têm alcançado meios para buscar maior especialização. Isto se traduz, em última análise, em maior qualidade e assertividade na tomada de decisões do cotidiano. Decisões estas que contribuem significativamente para os resultados da empresa.

Para auxiliar na eficiência e assertividade das operações, um importante aliado é a tecnologia. Possuir um software customizado possibilita, além de controlar a operação de forma mais dinâmica e organizada, percorrer por detalhes técnicos com o devido planejamento de manutenção anual (preditiva e preventiva), autenticar atividades através de ordens de serviços, validando a demanda do solicitante, gerar indicadores (KPI´s), realizar um controle mais efetivo de estoque, dentre outras funcionalidades que possibilitam um panorama holístico do negócio.

A manutenção inicia sua história com o final da Revolução Industrial, pois, com a mecanização, surge a necessidade de sua implantação. Com a 1ª Guerra Mundial (1914 a 1918) e a criação da produção em série, nasce o imperativo de manutenção, hoje conhecida como manutenção corretiva. Assim seguiu até a década de 1940 e, com a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e a necessidade de aumentar a velocidade de produção, iniciou-se o que hoje é conhecida como manutenção preventiva, para que pudesse evitar paradas nas produções com grande velocidade (GONÇALVES, 2018).

Não existia uma gestão centralizada e, muitas vezes, serviços similares eram contratados de forma individualizada pelos diferentes departamentos dentro de uma mesma organização. Nas décadas de 80 e 90, ocorreu um aumento na indústria de serviços e isto contribuiu para o desenvolvimento da gestão na área de Facilities, gerando um grande impacto e crescimento da importância do setor, aliado ao avanço tecnológico da década de 90. (CARVALHO NETO, 2019).

O Facilities Management passa a ser um negócio inserido na própria empresa, com o objetivo de reduzir custos, cumprir metas orçamentárias, gerar eficiência técnica e operacional, qualidade e satisfação do cliente com atividades multidisciplinares.

Segundo Quinello (2006), o Facilitiy Management passa a ser introduzido de forma cada vez mais intensiva no ambiente empresarial. Todos os ganhos oscilam de acordo com as características das organizações e fatores importantes podem ser elencados, tais como: aumento da qualidade, sinergismo das atividades-fim, aumento da especialização, aumento do lucro, melhor administração do tempo da empresa, aumento do comprometimento da comunidade com a empresa e do público interno da organização, aumento da agilidade da empresa, melhor comunicação interna, custos equilibrados do mercado de mão-de-obra.

Para cumprir esse objetivo, foi aplicada uma pesquisa de opinião para profissionais de Facilities Management, contendo 19 perguntas que englobam o perfil do usuário e o desenvolvimento da área. Ao todo, 166 usuários responderam a pesquisa. A pesquisa demonstra, além da evolução do segmento, o comportamento do mercado durante o período de pandemia.

Esse material iremos apresentar a vocês nas próximas publicações.

 

REFERÊNCIAS

ALEXANDER, Keit. (1994). A Strategy for Facilities Management. PDF. Facilities, Vol. 12 No. 11, pp. 6-10. Disponível em: (PDF) A strategy for facilities management (researchgate.net). Acesso em: set/2021.

CARVALHO NETO, Paulo Ribeiro. Gestão Operacional de Facilities voltada para condomínio residencial. 2019, p. 10 – 16.

GOMES, Gustavo Bueno. Gerenciamento de Facilities na Hotelaria. São Paulo: Editora Trevisan, 1 Edição, 15 de Maio de 2014.

GONÇALVES, Alex Ferreira; O aparecimento do Facilities Management: conhecendo as nossas origens para desbravar o futuro. Julho de 2018.  ABRAFAC. Conferência: Melhores do ano de 2018, São Paulo. Volume 13, p. 3 – 12, Junho, 2018.

QUINELLO, Robson; NOCOLETTI, José Roberto. Gestão de Facilidades com foco em resultados. São Paulo: Novatec Editora, Setembro de 2006.

EDNA DA SILVA

EDNA DA SILVA MOURA REIS

A autora Edna da Silva Moura Reis concluiu o curso de Engenharia Civil pela Universidade Paulista Anhembi Morumbi em 2001, MBA em Gestão de Empresas pela Universidade Getúlio Vargas em 2007. Em seu currículo lattes, os termos mais frequentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico cultural são: gestão de projetos, gestão de contratos, gestão de pessoas, gestão orçamentária, gestão de obras, planejamento e Facilities Management. É consultora profissional autônoma em Gestão de Facilities e Engenharia Patrimonial em diversos segmentos.

MATEUS HOHNE

MATEUS HOHNE SANTANA DE OLIVEIRA

O autor Mateus Hohne Santana de Oliveira concluiu o curso de Turismo e Hotelaria pela universidade Anhembi Morumbi em 2012. Em seu currículo lattes, os termos mais frequentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico cultural são: administração condominial, gestão hoteleira e Facilities Management. É síndico profissional e gerente de operações na empresa Viaza 400, responsável pelos setores de administração condominial.

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