Luciano Sacramone Brunherotto
Com mais de 30 anos de atuação em grupos de benchmarking de Facility Management, Luciano Sacramone Brunherotto construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo e pela contribuição ao desenvolvimento do setor no Brasil.
Ex-presidente do GAS Facilities, também atuou como Diretor de Marketing e Presidente da ABRAFAC, mantendo uma relação próxima com a Associação ao longo de décadas. “Naquela época eu ocupava a posição de Diretor de Operações do Hopi Hari. Foi então que me associei e passei a acompanhar de perto as ações da Associação”, relembra.
Engenheiro Civil formado pela FEI e com MBA em Gerenciamento de Facilities pela USP, Luciano iniciou sua carreira após um estágio na construtora Gafisa. Em seguida, foi convidado para atuar como Engenheiro de Manutenção na multinacional ABB, experiência que ampliou sua visão sobre a área de suporte corporativo.
“Passei a me reportar a um Gerente de Serviços de Suporte dentro da Diretoria de Real Estate. Logo me identifiquei com essa nobre função de servir, na qual atuo até hoje, após ter passado por empresas como Natura, Santander e Takasago, até fundar minha própria empresa de consultoria, a ARO Facilities Management”, conta.
Evolução do mercado
Ao longo da carreira, Luciano acompanhou de perto os desafios enfrentados pelos profissionais de FM, especialmente em relação à formação especializada. Segundo ele, durante muitos anos a maior parte dos profissionais da área desenvolveu competências essencialmente na prática, sem acesso a cursos específicos ou capacitação formal.
Esse cenário começou a mudar nos anos 2000, com o lançamento do MBA em Gerenciamento de Facilities pela FDTE-USP (Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia da Universidade de São Paulo). “Fiz minha inscrição e me formei em 2004, na segunda turma do curso”, recorda.
Com olhar atento à evolução do mercado, Luciano destaca a transformação do papel estratégico do Facility Management dentro das organizações. Segundo ele, os profissionais da área deixaram de ocupar posições pouco visíveis para se tornarem agentes fundamentais na sustentabilidade e continuidade dos negócios.
“Os profissionais literalmente saíram do subsolo das empresas — onde tradicionalmente ficavam os gestores de Serviços Gerais ou de Suporte — para conquistar maior prestígio e reconhecimento como atividade estratégica de apoio aos negócios”, afirma.
Para o especialista, a relevância da área é incontestável. “Somos responsáveis pela segunda maior despesa das empresas, porque cuidamos dos ambientes de trabalho, onde as pessoas — principal ativo das organizações — precisam estar bem para desempenhar seus papéis da melhor forma possível”, enfatiza. “Além disso, temos a responsabilidade de garantir a continuidade dos negócios, mantendo em operação energia, água e demais utilidades essenciais.”
Valorização do setor
Na visão de Luciano, a ABRAFAC desempenha papel fundamental nesse processo de valorização do setor. “A Associação contribui para ampliar a percepção do mercado sobre a importância estratégica do Facility Management, capaz de gerar eficiência, sustentabilidade e impactos positivos nos resultados das empresas, por meio de uma visão integrada e holística dos diversos serviços envolvidos”, ressalta.
Ele também destaca iniciativas importantes promovidas pela entidade, como o fortalecimento do networking, a geração de conteúdo técnico relevante e a integração entre contratantes e prestadores de serviços.
“É fundamental proporcionar um ambiente em que os prestadores de serviços — responsáveis por manter a Associação por meio dos patrocínios — tenham participação cada vez mais relevante na Diretoria Executiva, fortalecendo uma relação mais harmônica entre tomadores e prestadores de serviços”, avalia.
Como ex-presidente da ABRAFAC, Luciano afirma que continua comprometido em apoiar a atual Diretoria Executiva e contribuir com sua experiência para incentivar as novas gerações de profissionais.
“Entendo que tenho o dever de seguir apoiando as iniciativas da Associação, compartilhando conteúdos e experiências profissionais para estimular a continuidade do trabalho construído com muita dedicação por profissionais que hoje já estão do meio para o final da carreira”, afirma. “Mas também acredito que o momento exige abrir espaço para que a nova geração atue com liberdade dentro da ABRAFAC.”
Ao final da atual gestão, o Conselheiro espera ver uma participação ainda maior de executivos de empresas prestadoras de serviços na entidade. “Espero contar com profissionais com voz ativa, capazes de oxigenar e inovar a gestão da Associação, sempre pensando no futuro da profissão no mercado brasileiro”, conclui.




