“A ABRAFAC – Associação Brasileira de Facility Management, Property & Workplace é importante por ser um fórum agregador de pessoas, formador de opinião e disseminador de conceitos. Através da associação valorizamos o profissional e incentivamos a melhoria na capacitação através das várias ações, entre elas o congresso, as palestras, o diálogo com o mercado como um todo. Com a associação os profissionais ganham voz e juntos fortalecem-se mutuamente”.

Com esse comentário, Mauro Campos, membro e fundador da ABRAFAC, define a grandeza da entidade para o setor de Facilities Management. Em 19 de julho deste ano, a associação completou 16 anos e, para celebrar, iniciou uma série de reportagens homenageando os membros que são essenciais para escrever essa história.

Campos contou que participava do MBA da Poli-USP em Gerenciamento de Facilidades quando foi motivado por outros colegas do MBA e do Grupo de Administradores de Serviços – GAS, grupo que já participava havia alguns anos, a formar uma associação profissional.

“Naquele tempo ainda era recente o interesse por essa profissão então eu vi ali uma oportunidade de ajudar, deixar algo para as gerações futuras. Assim, após a fundação e já como conselheiro participei das atividades a associação colaborando de diversas formas, fui diretor, fui vice-presidente, fui e continuo sendo conselheiro para ajudar a profissão que abracei há tantos anos”, detalha.

“Recordo-me de ter colaborado na divulgação do que é Facilities Management de diversas formas sendo em palestras, em congressos, em viagens, e conversas e oportunidades de interação e principalmente motivando os colegas recém chegados ao mercado de trabalho. Sinto-me muito satisfeito pelo que conseguimos fazer como associação nesses anos todos e avalio que todos ganhamos, os profissionais, os fornecedores, os consultores e o mercado em geral que conta com melhor nível de serviços. Ultimamente, uma importante contribuição que pude dar foi na colaboração da tradução das normas da série 41.000 de Facilities Management junto à ABNT onde impulsionamos e valorizamos ainda mais essa profissão e o mercado em geral”, conta também.

Carreira em Facilities Management

Mauro Campos é engenheiro Civil com MBA em Facilities Management, ambos pela Poli-USP, e especialização em Ciclo de vida do Ambiente Construído pela Salford University (UK). Trabalha atualmente como diretor associado em Facilities Management na empresa MSD Farmacêutica.

Trabalhou na companhia Eldorado de hotéis como gerente de manutenção, no Grupo Ultra como gerente de serviços gerais, na Firmenich como diretor Latam para Real Estate e Facilities management e, somando ao cargo atual, contabiliza 20 anos de profissão.

“Como profissional, nunca me contentei em resolver somente os meus problemas onde trabalhei, sempre quis dar algo mais em troca de tanto que sempre recebi. Participei ativamente por muitos anos no GAS, um grupo informal de profissionais tomadores de serviços, onde colaborei com meus colegas na troca de experiências e crescimento coletivo. Aprendemos muito uns com os outros”, conta Campos.

“Na minha carreira profissional, ajudei na formação de pessoas, sempre motivando cada um para entregar serviços com excelência. Atuei profissionalmente na gestão de espaços em diferentes países da América Latina, onde levei conhecimento e trouxe na bagagem também muitos aprendizados. Internacionalmente falando, representei a ABRAFAC em diversos congressos nos EUA e Europa promovendo o intercâmbio de conhecimentos e experiências que colaboraram para o crescimento de todos aqueles que participam da Associação”, detalha também.

Setor de Facilities

Na visão de Campos, o setor de Facilities Management no Brasil é ainda um campo vasto a ser desenvolvido. Os mercados ainda estão amadurecendo e se profissionalizando, conforme sua avaliação.

“O ambiente construído deve ser administrado de maneira profissional para poder entregar todo o seu potencial para quem realmente importa, as pessoas! É sobre isso que estamos falando, pessoas! O Setor de Facilities Management tem importância redobrada quando você deixa de considerar somente atividades de manutenção predial, que muita gente confunde ainda hoje, e passa a considerar que o edifício está lá para as pessoas e que é crucial entregar bem estar e aumentar a produtividade através de ações desenvolvidas e coordenadas por profissionais capacitados”, considera.

“As pessoas estão dos dois lados da mesa. Na prestação do serviço estão lá pessoas que precisam ser capacitadas para entregar bons serviços. Como usuários do ambiente construído estão lá pessoas que devem receber um espaço saudável, motivador, libertador das suas capacidades criativas e produtivas”, conclui Campos.

Por Jéssica Marques/Foco 21 Comunicação 

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