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Para celebrar o Dia Internacional da Mulher (8 de março), ABRAFAC conta um pouco da trajetória de Irimar Palombo, Bruna Grieco Lavrini e Flávia Secco, importantes personagens protagonistas da expansão do FM no país

Mercado que opera mais de R$ 60 bilhões no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Facility Management, Property e Workplace (ABRAFAC), o FM foi fortemente impulsionado durante a pandemia de Covid-19. Pesquisa da plataforma oHub – especializada em conectar empresas a fornecedores de serviços B2B – mostra aumento global das demandas do setor na ordem de 205% no 2º trimestre de 2021. 

Neste novo contexto do FM no país, os segmentos que utilizam serviços de gerenciamento de facilidades, terceirizados ou não, têm buscado contratar cada vez mais mulheres, inclusive para cargos de chefia. 

Ainda não existem dados precisos sobre a participação delas em Facility Management, mas há exemplos de empresas que já utilizam profissionais femininas em mais da metade da sua força de trabalho. Entretanto, é certeza que ainda é marcante a desigualdade salarial em comparação aos homens nos mesmos postos de serviços.

“Estou há 20 anos na área e percebo o crescimento deste movimento das mulheres nos últimos dez anos, de maneira mais intensa, para a área de FM. É inevitável que cresçam profissionalmente e assumam postos de maior responsabilidade e projeção”, argumenta a engenheira civil Irimar Palombo, presidente da ABRAFAC, entidade que tem a participação de 50% de mulheres em seus quadros, incluindo o Conselho e a Diretoria-executiva.

Além de comandar a Associação, Irimar está desde 2001 no SESC-SP e é atual gerente de operações e serviços, mas durante 12 anos exerceu o cargo de head de infraestrutura, sendo responsável pela manutenção predial das unidades do SESC no estado de São Paulo.

Nascida na cidade paulista de Catanduva, na região de São José do Rio Preto, a executiva de 48 anos é casada e tem uma filha de dez anos de idade. Filha de pai policial e mãe papiloscopista (perita em identificação humana por impressões digitais), ela se graduou em 1995 na Unesp de Bauru. 

Seu primeiro emprego foi como coordenadora em uma metalúrgica, onde atuava na implantação de programas de qualidade. Também trabalhou como orçamentista em uma construtora, onde acompanhava as obras para obtenção dos índices próprios para orçamento. 

Pós-graduada em gestão financeira e gerenciamento do projeto do produto e com MBA em gerenciamento de facilidades pela USP, Irimar participa do Grupo de Mulheres em Facility Management, Property e Workplace, e também do InfraWoman Brasil – Mulheres nas Áreas de Infraestrutura.

Paixão pelo FM

Com a carreira profissional iniciada na área de FM em uma empresa de call center, a administradora de empresas paulistana Bruna Grieco Lavrini, 39 anos, seguiu no setor, passando pela Education First (EF) e Cushman (serviços imobiliários), mas foi na JLL (serviços imobiliários) – quando atuou por um período na Microsoft – que ela teve certeza de que estava no caminho certo.

Casada e sem filhos, Bruna participa do Grupo Mulheres em Facility Management e Workplace, reforçando a missão de abrir cada vez mais espaço para as mulheres no mercado de trabalho, afinal, em todas as empresas que ela trabalhou, as profissionais ainda eram minoria nos quadros de funcionários, principalmente em cargos de liderança.

 “No entanto, quando pensamos na gestão de operações mais complexas, especialmente com foco em hard service, ainda noto a predominância do sexo masculino nas posições de liderança”, lamenta Flávia, que desde 2018 participa do Grupo de Mulheres em Facility Management e Workplace, formado por mulheres atuantes no FM que compartilham experiências e contribuem para o fortalecimento do protagonismo feminino.

Natural de São José do Rio Pardo (SP), onde viveu até os 24 anos de idade, a conselheira da ABRAFAC Flávia Secco, 38 anos, tem a mesma paixão pelo FM. Hoje, é supervisora de Facilities Management da Establishment Labs (Motiva Implantes Brasil), onde é responsável pela gestão dos contratos e serviços de manutenção predial, limpeza, planejamento de espaço, frotas e compras do centro de distribuição e operações localizado nas cidades de Barueri (SP) e do Rio de Janeiro.

Hoje estabelecida em Campinas (SP), a executiva é casada e não tem filhos. Ingressou muito jovem no curso de bacharelado em letras, com ênfase em secretariado. É também pós-graduada em gestão de negócios e Facilities Management.

Aos 15 anos de idade, conseguiu seu primeiro trabalho como jovem-aprendiz na área administrativa de uma pequena indústria, e desde então vivenciou a operação de empresas de vários segmentos, desenvolvendo habilidades nas áreas financeira, saúde, segurança do trabalho, meio ambiente e licenciamentos. 

“Certamente que para chegar no lugar onde hoje estou, trilhei uma longa estrada cheia de tropeços e incertezas. Trabalhei como caixa de loja, recepcionista, assistente e analista, antes de chegar ao cargo de supervisão”, comenta Flávia, lembrando que sua entrada no FM não foi planejada, mas certamente foi levada a este mercado por causa de todas as suas experiências desde o início da carreira. 

Ao longo de sua trajetória, a gestora diz que tem observado um movimento crescente de mulheres gerenciando grandes equipes de FM, atuando de forma estratégica e marcando presença com responsabilidade, delicadeza no cuidado com as pessoas e foco nos detalhes da operação. 

“No entanto, quando pensamos na gestão de operações mais complexas, especialmente com foco em hard service, ainda noto a predominância do sexo masculino nas posições de liderança”, lamenta Flávia, que desde 2018 participa do Grupo de Mulheres em Facility Management, Property e Workplace, formado por mulheres atuantes no FM que compartilham experiências e contribuem para o fortalecimento do protagonismo feminino.

No setor de FM, por exemplo, a sororidade está se transformando em uma realidade, conforme deixam claro as três personagens desta matéria. Para Irimar Palombo, o modelo ainda está em construção nesta cadeia produtiva, e tem tudo para ser bem-sucedido com o passar do tempo e o exercício da experiência.

Sororidade

Palavra que tem ganhado amplitude no Brasil, a sororidade é a relação de irmandade, união, afeto ou amizade entre mulheres, assemelhando-se àquela estabelecida entre irmãs. Por extensão, é entendida como ajuntamento de mulheres que compartilham os mesmos ideais e propósitos, normalmente de teor feminista, sendo caracterizada pelo apoio mútuo evidenciado entre essas mulheres.

“Minha entrada para o Grupo Mulheres de Facility Management, Property e Workplace foi uma dessas ocasiões de descoberta e aprendizado, pois percebi como era diferente um grupo profissional apenas com mulheres. É importante que as mulheres (re)descubram sua própria forma de trocar conhecimento, conversar, criar um laço de amizade, fazer networking inclusive”, enfatiza.

A gestora Bruna Lavrini, por sua vez, acredita que os grupos exclusivamente femininos vêm ganhando força no mercado de trabalho e trazendo à tona discussões importantes sobre inclusão e igualdade de gênero.

“Em uma sociedade patriarcal como a nossa, os debates se tornam uma ferramenta de apoio para que nenhuma mulher lute sozinha ou seja calada por uma repressão explícita ou velada. As mulheres precisam ser aliadas e não concorrentes, apoiar umas às outras e desenvolver um olhar atento às necessidades femininas no ambiente de trabalho, principalmente para combater atitudes machistas”, complementa.

Já Flávia Secco lembra que o trabalho das mulheres no ramo de FM vai além das rotinas operacionais, pois elas têm o poder de ser sementes transformadoras, uma vez que cuidam de pessoas, servem e ouvem com empatia, sendo, portanto, o elo entre as várias áreas da empresa. 

Para a executiva, enxergar as outras mulheres como parceiras e não competidoras, faz toda a diferença. “Há uma cena linda na série Grey’s Anatomy, que na minha opinião fala muito sobre sororidade. Nela, uma vítima de estupro não está confortável no trajeto pelos corredores até a sala de cirurgia devido ao medo de encontrar homens pelo caminho. Então, todas as mulheres do hospital se reúnem nos corredores, criando uma barreira de proteção e respeito para que ela pudesse se sentir segura”, conclui.

A presidente da ABRAFAC, Irimar Palombo destaca que “ Equidade é a atitude que desejamos, somos diferentes,  todos ganhamos com a diversidade e com o respeito mútuo. O mês de março será um mês especial na ABRAFAC, preparamos uma bela campanha de valorização das profissionais de FM, Property e Workplace em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, mas desejamos que a valorização das profissionais de FM aconteça o ano todo!! 

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