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Publicado em: 13/06/2022

“Café com a Presidente” também colocou em debate o retorno do uso de máscaras em locais fechados e as dificuldades de integração dos contratos de mão de obra

A Associação Brasileira de Facility Management, Property e Workplace promoveu na manhã da terça-feira, 07 de junho, mais uma edição do “Café com a Presidente da ABRAFAC”, evento mensal em que os associados à entidade participam de um amplo debate sobre os principais temas de interesse do setor.

Coordenado pela Presidente Irimar Palombo, o encontro ocorreu virtualmente e colocou em debate a volta do uso de máscaras em ambientes fechados e a possibilidade de retorno ao trabalho em home-office, em função da alta do número de novos casos de Covid-19.

A contratação de pessoas e os desafios com a integração dos processos de FM, neste momento em que os números da pandemia se mostram instáveis, com viés de alta, também foram temas abordados durante o encontro.

Além de diretores da ABRAFAC, o “Café” contou com a participação de destacados nomes do mercado de FM, associados à entidade, que salientaram suas impressões e compartilharam ideias e novos conhecimentos, enriquecendo ainda mais o debate.

Secretária-executiva e FM na Domino’s Pizza, Sheila Brito comentou que a empresa – recentemente associada à ABRAFAC –, durante a pandemia adotou um modelo híbrido de trabalho bem flexível, basicamente com os colaboradores escolhendo os dias em que trabalham em casa e no escritório.

A decisão deu tão certo que a companhia decidiu incorporar a mudança em seu dia a dia, inclusive reduzindo o tamanho do escritório do Rio de Janeiro.

Igualmente adaptável, o trabalho híbrido também foi adotado na BRF, multinacional fruto da fusão entre Sadia e Perdigão. Responsável por estruturar a área de FM e Real Estate, Giuliano Sandrini salientou que a adoção do modelo se deu após avaliações sobre o impacto que esta decisão teria em cada área da companhia.

O tamanho desta gigante do setor alimentício justifica tais cuidados, afinal são 35 unidades fabris, 20 centros de distribuição e cinco grandes escritórios espalhados pelo Brasil. Hoje, o trabalho presencial ocorre de três a quatro dias na semana. Na área de FM, a empresa conta com 160 profissionais.

Primeira vez presente ao “Café”, o CEO da Evolv, Leandro Simões, disse que sua empresa de tecnologia, sediada em Campinas (SP), é focada em prover soluções de eficiência, com custos reduzidos, para o mercado de FM.

O executivo afirmou que o trabalho híbrido adotado na companhia está sendo bem-sucedido, inclusive porque parte da equipe, composta por desenvolvedores e programadores, “se adaptou muito bem, visto que esses profissionais naturalmente já atuavam em casa”.

O setor bancário também foi fortemente impactado pela pandemia. O arquiteto e engenheiro de manutenção e obras Luiz Dominichelli, gerente de manutenção e obras do banco Safra, ressaltou que em 2022 a instituição retornou ao trabalho 100% presencial.

Durante os momentos mais difíceis da pandemia, 90% dos funcionários do banco estavam atuando no sistema de home-office. Com a instabilidade nos números de casos de Covid-19, o Safra já estuda a possibilidade de retorno ao modelo híbrido de trabalho.

Recém-associada como pessoa física, a engenheira civil Alessandra Teixeira trabalha na Secretaria de Patrimônio da União, ligada ao Ministério da Economia, e atualmente está lotada na Superintendência do Paraná, em Curitiba. Como sua função principal é a vistoria em imóveis, a servidora pública tem atuado de forma híbrida, reconhecendo que este sistema é adaptável de acordo com o tipo de trabalho desempenhado.

Para Fábio Di Mauro, responsável pelo departamento comercial e de marketing da Neowrk, a realidade do modelo híbrido de trabalho está bem definida. Segundo ele, depois de dois anos de pandemia, é possível notar mudanças que vêm ocorrendo de forma natural, o que leva as empresas, a todo momento, a se reposicionarem no mercado, a exemplo daquelas que já têm mais colaboradores do que posições de trabalho, operando de forma rotativa.

“Uma das trends do Facility, para os próximos anos, é juntar todos os sistemas, de maneira integrada, pois há muita coisa surgindo, com as novas demandas. A questão é como deverá ser planejado tudo isso para se ter um resultado mensurável, para se saber o que está ajudando de verdade”, analisou a Presidente da ABRAFAC, Irimar Palombo.

O pensamento é corroborado pelo Conselheiro da Associação, Cristiano de Carvalho Mantovani, gerente sênior de operações globais (Facilities) para a América Latina da Pfizer, comentou sobre o novo modelo de trabalho adotado pela farmacêutica, chamado de Login For Your Day, programa que permite ao colaborador – desde que sua área de atuação permita – escolher se vai trabalhar, presencialmente ou a distância, duas ou três vezes por semana.

Mauro Sérgio Campos, Vice-presidente da ABRAFAC e diretor de Facility and Real Estate Management da farmacêutica MSD, contou que desde 2020, quando a pandemia se consolidou, a empresa decidiu que só voltaria às atividades presenciais quando houvesse vacinação e os riscos estivessem sido reduzidos.

“A volta foi ocorrendo conforme a vacinação progredia. Ficou definido que os novos escritórios teriam uma proporção de cinco mesas para cada dez colaboradores, pois muitos continuarão a trabalhar de casa. No Brasil, onde voltamos há 50 dias, estamos avaliando as melhores opções. De modo geral, o uso do escritório mudou, e passamos a analisar a mudança para espaços de coworking”, explicou.

Modelos de contratações

O “Café” também se pautou pela gradual implantação do conceito ESG (Environmental, Social and Corporate Governance), ou governança ambiental, social e corporativa, no setor de FM. O tema é tão importante que a Presidente Irimar Palombo adiantou que a ABRAFAC lançará, em setembro, um Comitê específico para debater os impactos deste processo na área de FM.
De outro lado, o FM tem constatado um maior interesse do mercado em entender o funcionamento e a estruturação de modelos de FM para determinados segmentos da economia. Esta nova realidade tem gerado cada vez mais contratações de profissionais de Facility Management, Property e Workplace.

“Os órgãos públicos, principalmente, têm nos procurado muito para abordar os modelos de contratações, até porque é necessário montar um edital e divulgá-lo, enfim, existe toda uma normativa em torno deste processo, diferentemente do que ocorre no caso das empresas privadas”, arrematou a dirigente.

Mesmo empresas privadas, como o banco Safra, encontram dificuldades para contratar mão de obra, pois boa parte dos fornecedores encontra-se em situação não regular com a Fazenda Nacional.

“Hoje, realizamos muitas contratações por especialidade. Como o banco tem como premissa não contratar fornecedores com dívida ativa na União, por motivo risco, nem MEI – por política interna –, somos obrigados, muitas vezes, a contar com uma empresa que subcontrata pequenos para a prestação dos serviços, especialmente na região Nordeste”, lamentou o gestor do Safra Luiz Dominichelli.

Por outro lado, o VP da ABRAFAC, Mauro Sérgio Campos, enfatizou que os serviços integrados de FM funcionam melhor fora do Brasil, porque se consegue contratar uma empresa grande, que fica responsável por subcontratar prestadores menores, além de consolidar tudo em uma só fatura, resolvendo todos os problemas.

“No Brasil, ao contrário, devido à bitributação, é necessário sempre ficar em um modelo misto, com um integrador, que pode gerenciar os pequenos, mas não tira essa fatura, esse relacionamento comercial e contratos, sendo este um modelo em que inevitavelmente haverá perdas. O futuro levará a empresa a preferir mais a integração dos seus serviços, do que ter de correr atrás de cada um deles”, acrescentou.

Entre os representantes da ABRAFAC, também marcaram presença nesta edição do “Café” Maristela Serpejante Porfirio (Diretora de Eventos), a gerente de projetos sênior na Turner & Townsend, Bruna Grieco Lavrini (membro da Diretoria de Eventos), Lígia Peres (operadora de negócios), a secretária Débora Werneck, e Márcia Ferrari (Diretora de Certificação), que informou estar trabalhando em um projeto, na entidade, com o objetivo de elevar o Facility a outro nível.

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