Lançada em agosto, com o objetivo de estabelecer padrões e métodos de limpeza e manutenção de tapetes, carpetes e capachos, a Câmara Técnica de Revestimentos de Pisos Corporativos e Residenciais, criada pela ABRITAC – associação de classe dos fabricantes destes revestimentos – conta com a participação de especialistas dos setores industrial, de arquitetura, de serviços, de tecnologia e, agora, acadêmico

 Para somar experiências da cadeia produtiva, tanto do ponto de vista de fabricantes e prestadores de serviços, como usuários finais, representantes da ABRAFAC – Associação Brasileira de Facilities e Abralimp – Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional, a convite da ABRITAC -Associação Brasileira das Indústrias de Tapetes e Carpetes estão participando da Câmara Técnica de Revestimentos de Pisos Corporativos e Residenciais. A iniciativa tem como objetivo normatizar as melhores práticas de higienização e manutenção dos revestimentos têxteis de piso – tapetes, carpetes e capachos. As duas associações devem atuar como interface da cadeia produtiva do setor, representando prestadores de serviços e clientes.

Outra adesão essencial para o desenvolvimento do trabalho vem com a chegada do médico Alexandre Todorovic Fabro, professor do Departamento de Patologia e Medicina Legal, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo USP, de Ribeirão Preto. Junto com a bióloga e mestranda, Sabrina Setembre Batah, o acadêmico vai compor o time científico, do qual também participam profissionais de engenharia e tecnologia (eTICs e IoT), aplicadas à análise ambiental e monitoramento do ar.

Limpeza e facilities com foco na experiência do cliente

A ABRAFAC está sendo representada pelo conselheiro, Alexandre Ventura, engenheiro mecânico com especialização em ar condicionado e automação predial. Ele destaca a importância da iniciativa no sentido de se criar no Brasil uma cultura de cuidados com os carpetes e tapetes e a padronização de modelos de higienização e manutenção com protocolos de excelência no uso dos equipamentos.

Pela Abralimp, responde o diretor de Relações Institucionais Paulo Peres, para quem as pesquisas cientificas que serão realizadas pela Câmara deverão validar os métodos e processos utilizados na área de limpeza profissional. Ele conta que, desde o início, a Associação apoia institucionalmente a iniciativa, e que empresas associadas dos segmentos de produtos, equipamentos e serviços poderão contribuir com informações de mercado e experiências com cliente.

Pesquisa acadêmica inédita no Brasil e no mundo

Do ponto de vista científico, o médico e professor Alexandre Fabro não esconde o entusiasmo em participar de um estudo, sem precedentes, sobre a influência de tapetes, carpetes e capachos na qualidade do ar interno e, em consequência, na saúde das pessoas. Especialista em Patologia pulmonar, ele informa que, hoje em dia, as tecnologias empregadas na fabricação e manutenção de revestimentos de piso derrubam a tese de que têxteis são responsáveis por alergias e outros problemas respiratórios.

Acrescenta que cobertores e casacos que ficam meses dentro do armário, mesmo tendo sido lavados antes de serem guardados, apresentam tantos riscos quanto um carpete ou tapete sujos. “O problema é o acúmulo de poeira e fungos, o que só se resolve com a correta higienização”, diz. Fabro comenta que aceitou o convite para integrar a Câmara para inaugurar uma linha de pesquisa inédita, no país, com a participação da mestranda Sabrina Batah, voltada à saúde pública.

Planejamento, rotina e metodologia para saúde dos têxteis e pessoas

Paulo Jubilut, CEO da milliCare Brasil – uma das líderes globais em higienização de têxteis – e coordenador da Câmara observa que a pandemia do Covid19, abriu espaço para uma discussão há muito postergada. “O carpete e o tapete não são nem nunca foram os vilões” – diz ele. “Pelo contrário, quando tratados adequadamente são fundamentais para a manutenção da qualidade do ar interno porque funcionam como filtros naturais. Mais ainda, carpetes corporativos, particularmente são ativos valiosos que precisam ter sua vida útil mantida e prolongada”.

O momento em que a pandemia atingiu o país e começaram a circular notícias sobre revestimentos têxteis, como agentes da proliferação do vírus, e recomendações para retirá-los, foi crucial para iniciar este estudo e gerar um guia oficial de melhores práticas de manutenção.

“Não é porque existe o álcool gel que você pode deixar de lavar as mãos. Com carpetes e tapetes é o mesmo. Soluções emergenciais resolvem o momento, um plano de higienização customizado, sim, evita a emergência”, compara ele.

Guilherme Dionizio Gomes Filho, presidente da ABRITAC, comemora a chegada dos novos membros: “USP, Abralimp e ABRAFAC aceitaram o convite para integrar a Câmara Técnica da ABRITAC, o que muito nos honra, pois a tecnologia e conhecimento que cada novo membro traz consigo, enriquecerá ainda mais os resultados do nosso trabalho. Bem-vindos e grato pela confiança no nosso projeto”.

Além dos representantes da ABRAFAC, Abralimp e USP, fazem parte da Câmara – sob coordenação da milliCare Brasil – Athie Wohnrath, Belgotex, Conforlab, Grupo Verzani & Sandrini, Inylbra, Tapetes São Carlos, Tarkett, Viastar e WK Carpetes

Os trabalhos já foram iniciados e a expectativa é que um Guia com a conclusão dos estudos seja publicado em seis meses.

Para saber mais sobre a ABRITAC, acesse www.abritac.org.br.

 

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