Como espaços que acolhem e inspiram impactam na produtividade
Encerrando o Congresso ABRAFAC 2025, o painel “Eficiência e inovação em manutenção predial orientada ao bem-estar dos usuários” reuniu Daniela Galante (líder de Facilities & Real Estate na DuPont) e Mauro Campos (gerente sênior na MSD Farmacêutica), com mediação de Regina Umetsu (Diretora de Certificação da ABRAFAC).
Em um cenário corporativo desafiador, marcado por estresse, burnout e queda de produtividade, a palestra trouxe uma reflexão poderosa sobre o papel do ambiente físico na saúde e no desempenho das pessoas.
Os palestrantes apresentaram o conceito de healing offices — espaços que regeneram, acolhem e inspiram, combinando biofilia, conforto sensorial e estímulos positivos.
Segundo os especialistas, esses ambientes promovem benefícios tangíveis, como redução do absenteísmo, aumento do engajamento e maior retenção de talentos. Essas práticas estão alinhadas à Certificação WELL, padrão internacional que mede o impacto do ambiente construído na saúde e no bem-estar dos ocupantes.
Com base em evidências e cases de sucesso, Daniela e Mauro mostraram como a qualidade dos espaços influencia diretamente o desempenho humano e organizacional.
“Vamos transformar os ambientes corporativos em espaços saudáveis e produtivos”, propuseram. “É possível integrar ciência, design e ações práticas para criar lugares que cuidam das pessoas e fortalecem o negócio”, completaram.
Healing offices e a conexão com a Certificação WELL
Ao aprofundar o tema, os palestrantes explicaram que os healing offices vão além da estética e funcionalidade: são ambientes projetados para curar, revitalizar e inspirar. “Mais do que espaços de trabalho, são locais que acolhem e promovem o bem-estar físico e emocional dos usuários”, destacou Daniela Galante.
A Certificação WELL, baseada em dez pilares (Ar, Água, Alimentação, Iluminação, Movimento, Conforto térmico, Som, Materiais, Mente e Comunidade), traduz princípios da Neuroarquitetura em práticas aplicáveis, mensurando o impacto positivo sobre a saúde e a produtividade.
Os especialistas apresentaram exemplos de ações simples e eficazes (“low hanging fruits”) que podem ser implementadas em cada pilar, como:
- Ar: aumento da frequência de aspiração e limpeza profunda de carpetes;
- Água: campanhas de incentivo ao consumo de água;
- Alimentação: oferta de frutas e snacks saudáveis;
- Iluminação: temperatura de cor adequada e redução do ofuscamento;
- Movimento: estímulo a pausas ativas com lembretes visuais;
- Conforto térmico: sistemas de climatização bem calibrados;
- Som: criação de espaços silenciosos para foco e concentração;
- Materiais: uso de produtos de limpeza livres de compostos nocivos;
- Mente: programas de conscientização sobre saúde mental;
- Comunidade: ações internas voltadas à inclusão e diversidade.
Bem-estar como estratégia de negócio
Encerrando o Congresso em tom inspirador, Daniela e Mauro reforçaram que projetar e operar ambientes corporativos com foco em saúde e bem-estar deixou de ser uma tendência e se tornou uma estratégia de negócio essencial. “Ambientes que inspiram e acolhem transformam a relação das pessoas com o trabalho, ampliando o engajamento, a produtividade e o propósito coletivo”, concluíram.
O painel sintetizou a mensagem central do Congresso ABRAFAC 2025: em um futuro cada vez mais conectado e humano, o Facility Management é o elo entre eficiência, inovação e qualidade de vida.










