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7 Mitos na Gestão da Manutenção "Classe Mundial"

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7 Mitos na Gestão da Manutenção

7 Mitos na Gestão da Manutenção "Classe Mundial"

Muito se discute por aí o que vem a ser uma Gestão de Ativos Físicos, Manutenção para os íntimos, de Classe Mundial.

Existem várias correntes de pensamento, pois também na Manutenção, graças a Deus, temos profissionais que se dedicaram e continuam se dedicando a desenvolver técnicas, produtos, serviços e metodologias de administração do fazer manutenção.

Sem mais delongas e já esperando as reações, vamos aos mitos mais frequentes com que nos deparamos por aí, quando se trata de Manutenção:

Mito número 1: Manutenção é um importante investimento
Manutenção é despesa. E despesa é que nem unha: tem que cortar frequentemente.
Num passado, não muito longínquo, o bom profissional de manutenção era aquele que sabia consertar as máquinas rapidamente.
Hoje toda empresa tem como sonho de consumo ter um profissional pilotando sua Manutenção com claro entendimento que tem que cuidar dos ativos, evitando que eles parem, se pararem que voltem a operar o mais rápido possível, gastando, de preferencia, zero para que isso aconteça. 
Ou seja, cada centavo gasto ou desperdiçado na manutenção, é um centavo que deixou de ser contabilizado na coluna do lucro, que é objetivo de toda e qualquer empresa que se preza.
Lembre-se que a Manutenção fica dentro do OPEX. 
Investimento fica no CAPEX. 

- Mito número 2 - Manutenção Corretiva é ruim. 
Quem disse isso? A manutenção corretiva é melhor e mais barata do que a preventiva, afinal a ação corretiva só acontece quando e se o equipamento falhar. 
Ou seja, não paro o equipamento para fazer manutenções a não ser que falhe. E se não falha, não se gasta nada com manutenção.
Tem coisa melhor do que trocar um rolamento só quando a vida útil dele acabou de verdade?

Mito número 3: A Manutenção Preventiva é necessária sempre. 
A manutenção preventiva em geral é cara e deve ser evitada.
Quanto mais preventiva, maior o custo.
A preventiva é coisa de elite e só deve ser feita nos equipamentos mais importantes e mesmo assim com parcimônia.
A preventiva só vale pena ser considerada nos casos onde a manutenção corretiva, se necessária, vier acompanhada de uma lista de coisas ruins tais como riscos a segurança do trabalhador ou segurança patrimonial, alta perda de produção, qualidade do produto ou serviço final, interrupção da atividade do negócio, desastre ambiental, riscos à reputação da empresa.

Mito número 4: A Manutenção Preditiva é cara.
Há um ditado que diz que o que é combinado não é caro.
Todo gestor tem que saber fazer conta. No nosso caso, bastam as quatro operações elementares. A ordem é não gastar. E se gastar, faze-lo com assertividade. 
A boa gestão começa quando se faz a correta seleção (priorização) dos equipamentos que vão receber manutenção preventiva e, dentre eles, quais os que serão alvo de alguma técnica preditiva.
A preditiva, aplicada onde realmente seja interessante pelos aspectos operacionais e econômicos, pode trazer economias expressivas, compensando o eventual custo das intervenções desnecessárias ou extemporâneas, aquelas classificadas entre os desgostos nossos de cada dia.   

- Mito número 5 - A Terceirização é um mal negócio para a Manutenção  
A terceirização não é boa nem ruim. É apenas necessária, na maioria dos casos, para que a Gestão de Ativos Físicos seja efetiva e eficaz. 
Pesquisas recentes da RBM - Rede Brasileira de Manutenção mostram que os Supervisores das nossas fábricas e plantas não gostam da terceirização (57% de reprovação).
Esse pessoal está mais próximo da realidade de campo e têm como horizonte maior o aspecto operacional e o resultado do dia ou do mês. É uma turma que gosta de ter as pessoas sob sua administração. Gerenciar serviços (contratos) e não as pessoas, nessa fase da carreira, é uma dificuldade.
Em contraste, 81% dos diretores e gerentes, que estão mais próximos dos acionistas e da alta gestão, têm uma visão mais financeira e de mais longo prazo, incluindo a perenidade do negócio, aprovam a terceirização e a contratação de serviços. Para esse pessoal do topo da hierarquia o resultado final é o que mais conta e não necessariamente como ou quem o produziu.

- Mito número 6 - A mais importante qualidade de um profissional da Manutenção é o conhecimento técnico
Se estamos falando de um eletricista ou um técnico de análise de vibração, a afirmação acima é verdade.
Mas se estamos falando do gerente, não.
O famoso know-how muda e cor e valor quanto mais se sobe os degraus na hierarquia da área de Manutenção.
Lá no topo da piramide, ter uma visão holística, entender de coisas como legislação e finanças, gestão de pessoas e relações institucionais, são cada vez mais exigidas pelas empresas quando contratam executivos para encabeçar suas equipes de manutenção.
Os dados das pesquisas, de novo, evidenciam isso. Para os técnicos no chão de fábrica entender dos equipamentos é o primeiro item da lista (32%) das qualificações de um profissional, enquanto que para os gerentes e diretores a gestão de equipes vem em primeiro lugar, com 28% de preferencia.

- Mito número 7 - A Manutenção é desprestigiada nas empresas brasileiras
O fato é que cada empresa tem a Manutenção que merece.
Na real o que temos é que a Manutenção é desprestigiada nas empresas de segunda, terceira e sabe-se lá de quais mais categorias. Nessas empresas não só a Manutenção é mal gerenciada. O mesmo acontece com a Segurança do Trabalho, o RH, a Operação, o Marketing, etc.. 
O Brasil tem um monte de empresas que praticam uma Gestão de Ativos Físicos da melhor qualidade. São empresas competitivas, que se valem das melhores técnicas de administração, qualificam seu pessoal, utilizam-se bem dos recursos e aportes de fornecedores, surfam as melhores ondas que as inovações tecnológicas nos trazem todos os dias, são genuinamente responsáveis quanto ao meio ambiente e a segurança dos trabalhadores.


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Paulo Roberto Walter

Consultor de empresas na área de gestão de serviços, uso das mídias sociais para negócios, com 40 anos de experiência nas atividades de Manutenção e de Facilities, ocupou cargos de gestão executiva em empresas como Johnson Controls, CBRE, Montreal Engenharia, ALSTOM, CMI, Flumar, Ishikawagima.

Professor de cursos de graduação e pós-graduação em engenharia e serviços das Universidades Positivo, UFOP, UFF, PUC-Minas e PUC-RJ.

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